A passagem

Estava à toa, ocupada comigo mesma.

Um pássaro preto, que voava alto, caiu. Ficou piando forte. Me assustei com barulho do choque e com ele ali, desesperado no chão, clamando por ajuda.

Sem saber o que fazer, intuitivamente o peguei. Fiz carinho e conversei, mas em segundos seus olhos foram se fechando. Faleceu. Minha lágrima molhou sua asa. Me senti impotente e triste.

Acolhê-lo infelizmente não o livrou da morte.

Mas me deixou em paz, por ter lhe dado conforto naquele momento de passagem.

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Autor: Leide Jacob

Sou produtora cultural, apaixonada por cinema, literatura, artes plásticas, cênicas e música. Mas gosto do silêncio, para me ouvir. E do barulho, vez em quando, para gritar.

Uma consideração sobre “A passagem”

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