By heart

Dizem que filme bom é aquele que fica em nossa cabeça por tempos depois de assisti-lo, não é?!

Alguns ficam para eternidade na nossa memória.

Mas esta é uma questão extremamente pessoal, já que a minha isca pode não ser a mesma que lhe fisga. Então, a subjetividade sempre estará presente.

Pois é, mas eu me dou o direito de expor o meu “alimento” audiovisual e exercitar a minha análise, por mais específica que seja, já que abri este espaço para expor minhas ideias.

Dia 07/05 foi o último dia do NYC Indie Film Festival.

Estive presente com a exibição de MINHA POESIA, meu primeiro filme, escreverei em breve a respeito. Assisti a tantos outros filmes e não posso deixar de destacar alguns que me ficaram na memória.

Alguns, diria, vários, mereceriam uma reflexão mais apurada. Mas, neste post selecionei apenas quatro para breves comentários extraídos de minha lembrança. São filmes que foram exibidos apenas uma vez e, por hora, não estão disponíveis ao grande público por estarem “na fase de festivais”, sendo inscritos e concorrendo em outras mostras.

São eles:

Club Angels, USA, 2016, 11 min, Andy Boyce. A diversidade se faz presente com a banda Miss Queen Sateen and Exquisite, um casal heterossexual que se veste de drag (ele e ela) e se apresenta na noite de Nova York. Baladas, fantasias, maquiagens exóticas e muita música fazem parte deste universo, sempre com cenas de carinhos entre eles.

Pool, piscina, Brasil, 2016, 29 min, Leandro Goddinho. Curta brasileiro sobre o encontro de uma moça homossexual e a amante de sua avó, relembrando fatos importantes da sua vida e da relação que tinha com ela, ressaltando o preconceito da família e o quanto ela sofreu por ter uma amante mulher. Filme feito em homenagem às vítimas homossexuais do holocausto.

Transient, USA, 2017, 99 min, Alexander Stockton. Longa sobre a vida de um imigrante ilegal do México que vai para os EUA. Sua luta diária é marcada por fugas, passando por vários momentos difíceis como a morte do pai e do avô, a busca de emprego e retorno para o México. Ele volta para os EUA e consegue uma entrevista de emprego. O diretor, que pontualmente se utiliza da linguagem de HQ, consegue em vários momentos sensibilizar o público com a sua narrativa humanista que valoriza o personagem e sua história. Um dos filmes mais emocionantes que assisti na mostra.

Backstory, Germany, 2016, 8 min, Joschka Laukeninks. Curta vencedor do festival na categoria “ficção”, revela, sempre focando o mundo pelas costas do personagem, as várias fases da vida de um garoto, desde o nascimento, pequeno até a velhice, mostrando como amamos, coisas que aprendemos, construímos, dificuldades e, por fim, tudo um dia se vai com a morte. Excelente reflexão sobre a finitude da vida.

No Brasil, nos resta esperar que eles cheguem por aqui, por festivais ou pela internet.

Anúncios

Autor: Leide Jacob

Sou produtora cultural, apaixonada por cinema, literatura, artes plásticas, cênicas e música. Mas gosto do silêncio, para me ouvir. E do barulho, vez em quando, para gritar.

2 comentários em “By heart”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s